terça-feira, 11 de abril de 2017

Dorama: Goblin - The Lonely and Great God


Sinopse: Um goblin de 938 anos decide que é hora de morrer, mas, para isso, precisará encontrar sua noiva.

Evitei ao máximo fazer esta resenha! É ruim? Na verdade, é ótimo! Só estava evitando de escrever uma resenha sem nexo nenhum por culpa dos ataques de fangirl. A história é bem mítica, do jeito que os asiáticos costumam produzir vez ou outra para sair da mesmice aprende Globo!, mas é tão maravilhosa e tão bem feita, que você não chora só com os acontecidos. Você chora com o fim do episódio, com os personagens, com a trilha sonora e, claro, com o final do dorama...


Kim Shin era um guerreiro durante a Dinastia Goryeo, que foi traído pelo seu próprio rei e cunhado, envenenado por seu conselheiro. Cerca de 20 anos após sua morte, foi concedido a Kim Shin a oportunidade de se tornar um Dokkaebi (Goblin), que, dentre todos os "benefícios", está a imortalidade. De início, é tudo as mil maravilhas, porém, com o passar das dezenas, centenas de anos, Shin percebe que o que recebeu foi uma maldição por ter desejado tanto se tornar sua espada para fazer justiça em nome de seu rei, por isso, ele viu todas as pessoas que amava morrerem e não esqueceu nenhuma destas mortes nem um por um segundo. Para que seu sofrimento acabe, Kim Shin precisa encontrar sua prometida, pois somente ela será capaz de ver a espada cravada em seu peito e retirá-la para que possa enfim descansar.
Gong Yoo, como sempre, está ótimo, sempre cumprindo com seu papel, seja grande, seja apenas uma ponta. O homem é sorridente, sofrido, contido, extrovertido, bem vestido e engraçadíssimo quando na companhia do ceifador.


Ji Eun Tak é a noiva que o Goblin procurou durante toda a vida. Eun Tak é a clássica mocinha sofrida, que, apesar de todas as dificuldades, faz tudo que está ao seu alcance para ver todos felizes. A garota foi salva por Kim Shin antes mesmo de nascer, afinal, sua mãe foi atropelada quando grávida e o Goblin ouviu suas preces, salvando a vida de ambas ao perceber que a mãe não pedia por si. Obviamente, como todo drama que se preze, a mãe de Eun Tak morre, deixando-a órfã e à mercê de uma tia que a odeia. Neste meio tempo, a única companhia que a adolescente tem são os fantasmas que vê desde pequena e os mesmos sempre a dizem que ela é a noiva do Goblin. Quando finalmente o encontra e entende que é o próprio, ambos começam a desenvolver um relacionamento de companheirismos, já que são pessoas solitárias.
Kim Go Eun está, neste dorama, em toda a sua excelência de atuação. É possível ver em cada um de seus trabalhos a entrega que ela tem para com os personagens. Go Eun nos presenteia com uma personagem maravilhosa, que não fica enchendo o saco o tempo todo e que nos prova que é possível ter uma mocinha que é um amorzinho sem termos vontade de socá-la.


Temos também o lindo e maravilhoso Wang Yeo, nosso querido Ceifador. Óbvio que só de você ler o nome do personagem já é um baita spoiler se você ainda vai começar a ver! Para se tornar um Ceifador, é necessário que se co meta o pior dos atos da humanidade, segundo as divindades: o suicídio. Claro que este não foi o único ato terrível que Yeo cometeu durante toda a vida, no entanto, se tornar um Ceifador é uma espécie de castigo que eles precisam pagar durante cerca de 600 anos aproximadamente, na intenção de um dia poder descansar até que chegue sua vez de renascer novamente. Os caminhos da grande família se cruzam quando Ji Eun Tak e sua mãe deveriam ter morrido na noite do acidente e o Ceifador chega tarde demais para levá-las para o "descanso" e as reencontra somente nove anos depois. De todos os personagens, Wang Yeo é o personagem mais fofo e engraçado de todos, pois, apesar de seu passado nada legal, durante seu tempo como Ceifador, ele faz o possível para tornar a passagem das almas o mais agradável possível.
E, como se já não bastasse, pesquisei algumas coisas sobre Lee Dong Wook e me apaixonei. Só isso que tenho a declarar.


Sunny - ou Kim Sun, como é seu verdadeiro nome - é a melhor dona de loja de frango que a gente respeita. Também participante da grande família, irmã do Goblin, Sunny emprega Ji Eun Tak e ambas se tornam melhores amigas. Uma mulher pacata, que gosta muito de beber soju, solitária e que dificilmente recebe algum cliente em sua loja até a chegada de Eun Tak. Claro que estes não são os únicos adjetivos que podem ser atribuídos à Sunny, só que é muito melhor se eu deixar subentendido pra quem ainda vai assistir. Gosto de dar spoiler, mas não de destruir a vida das pessoas!
Ainda não tinha assistido nada com a cheirosa da Yoo In Na, mas provavelmente vou assistir pelo menos metade dos trabalhos dela, que, se forem tão bons quanto Goblin, já viro fanzona também.


E ainda, para completar o time das pessoas legais, temos Yoo Deok Hwa, o mais novo na linhagem de serviçais do Goblin. Deok Hwa é um garoto mimado, materialista, que usa ternos com combinações que chegam a serem ridículas, no entanto, no fundo, bem no fundo, tem um bom coração e está sempre disposto a ajudar os que o rodeiam. Um dos personagens mais divertidos e sem contar que é uma peça chave para o desenvolvimento do "plano material" e "não-material", se é que me entendem. Logicamente que ele não é uma divindade, todavia, não significa que ele não possa responder às vezes em nome de uma. Fica a dica.


O que vou dizer deste dorama que assisti, amo e considero pacas? Sinceramente, o que tenho a dizer é: AMEI AMEI AMEI! É uma história redonda, sem pontas soltas, sem coisas que ficaram subentendidas ou que podem ser interpretadas de forma errada. O único personagem que tive dificuldade de descobrir de quem se tratava porque não fica claro é a chamada vovó Sam Shin, afinal, ela é uma divindade do folclore coreano muito conhecida entre eles, porém nada que uma visitinha na wikipédia não resolva. As atuações são excelentes, o roteiro é muito bem redigido, com uma história que é perceptível o fato de ter sido pensada nos mínimos detalhes, os personagens secundários são de extrema importância e sua influência é essencial para o desenrolar dos novelos. Além disso, as locações de gravação são maravilhosas e não tem aqueles takes mega estranhos mostrando a mesma coisa durante dois longos minutos de vários ângulos diferentes.  É dramático, engraçado, romântico e épico na dose certa e tudo ao mesmo tempo. Nunca pensei que ia amar tanto um drama na minha, entretanto, isso é possível. Sim, Goblin é o dorama da minha vida, gente!

Mensagem Subliminar:

"Ninguém nunca morreu de amor", eles disseram. Ah, tá.



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