sábado, 4 de fevereiro de 2017

Dorama: Uncontrollably Fond (mais um post super mega power grande porque é necessário)


Sinopse: Um ator/cantor tenta consertar a vida de todas as pessoas ao seu redor e reviver uma paixão de 9 anos antes de morrer.


De alguma forma, o drama tem um ar de documentário mas óbvio que não é. A história gira em torno de uma celebridade, Shin Joong Young, com uma doença terminal e que resolve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para fazer com que as pessoas ao seu redor fiquem bem quando partir. Tirando este pequeno resumo o enredo principal, Uncontrollably Fond parte de uma premissa já bem manjada em comédias românticas: garota pobre e cara rico. Sim, já falei isso em The Heirs e em várias outras resenhas, pois este é basicamente o material que a Coréia mais produz como drama.


Shin Joong Young é o dito cujo. Ator/cantor e todas aquelas outras profissões que nós sabemos que as empresas obrigam seus contratados a terem, Joong Young largou a faculdade de direito para se tornar uma estrela e ter a chance de dar uma vida melhor para sua mãe, que, por sua vez, odiou a decisão do filho e não fala com o mesmo há cinco anos. Só esta parte da história já é suficiente para fazer com que tenhamos pena do pobre moço, porém ainda tem muito mais. Recentemente, descobriu que possui um tumor cerebral muito avançado, o que só pode significar uma coisa: vai morrer! Dada a sentença, Joong Young parte em uma busca incessante para se manter saudável e provar ao médico que ele estava errado, reconquistar sua mãe, continuar próximo aos amigos e, por último, mas não menos importante, reencontrar seu amor dos tempos de escola.
Kim Woo Bin estava brilhante no papel, como tenho quase certeza de está em todos os outros, entretanto, não custa nada pra gente relembrar sempre.


No Eul é a nossa batalhadora. Em uma versão 2016 de Go Eun Chan, No Eul é órfã, não tem ensino superior e, para sustentar seu irmão mais novo, aceita qualquer tipo de trabalho — ou suborno! Nossa prota da vez é o clichê da maioria das mocinhas juntas, tirando a parte de ser bobinha, afinal, quem passa a perna, muitas das vezes, é ela... conheceu Shin Joong Young nos tempos de escola e era apaixonada por ele, no entanto, guardou apenas para si pelo fato de que sua melhor amiga também alimentava tal sentimento. E, ao contrário do que outras resenhas/sinopses que li sobre o dorama, não, Joong Young e Eul não chegaram a namorar de verdade, era um relacionamento fake só para que ele pudesse fugir das garotas da faculdade, o que não significa que não pudesse gostar dela também.
E, diferente do que as pessoas pensam, não acho que Suzy tenha se saído mal no papel, muito pelo contrário. Creio que ela foi bem, me irritou em alguns momentos, mas qual mocinha não irrita vez ou outra, né, queridos? Como já disse na resenha de Big, Suzy é ótima no papel de mocinhas legais que não são tão bobinhas, lhe cai como uma luva.



Aí diante de personagens tão bem construídos, temos o indeciso de Choi Ji Tae, que no começo era Hyun Woo e depois descobrimos que só se fazia de pobre para se enturmar com No Eul e seu irmão... bombástico ou não, ainda tem mais: Ji Tae e Joong Young são irmãos, porém não de sangue! Como isso é possível? Vou entrar nisso em breve. Ji Tae, além de indeciso, é um personagem tedioso, nunca sabe o que está acontecendo e está sempre na sombra dos pais. O que tive toda vez que ele aparecia em cena? Vontade de surrá-lo. A parte boa é que na reta final ele garra vergonha na cara e começa a ter atitude. Sobre o ator não tenho nada a declarar, afinal, com um personagem deste não tem muito o que fazer, logo, não há como se destacar...



Yoon Jeong Eun foi uma das nossas vilãs. Sim, uma das porque temos uma pequena gama de vilões neste drama, acreditem ou não. Jeong Eun é uma garota rica, mimada, filha de um cara importantão da Coréia provavelmente além de político CEO porque lá só tem CEO e que é apaixonada pelo mesmo cara há 20 anos. Ji Tae é o nome deste cara. Ambos foram prometidos em casamento muito cedo graças a uma negociação de seus pais e ela estaria dando pulinhos de alegria se não fosse pelo surgimento de No Eul na vida do noivinho. Jeong Eun, por mais chata que seja, é uma peça chave na história por ter sido responsável pelo acidente que levou o pai de Eul a morte!
Nunca na história da Coréia Im Joo Eun me chamou a atenção, mas desta vez até consegui engoli-la em cena pelo fato de que sua personagem tinha alguma relevância no enredo e a equipe encarregada dos testes de elenco deveria direcioná-la para mais personagens revoltadinhos, ela é mais suportável quando está gritando e revirando mesas de restaurante.



Temos também a mãe de Shing Joong Young, Shin Young Ok. Uma mulher sofrida, que criou o filho sozinha devido às circunstâncias nada comuns: engravidou de um cara rico, sendo que ela era pobre. Quem era o cara rico? Choi Hyun Joon, o pai de Ji Tae. Young Ok foi uma personagem difícil de amar. Era visível o esforço de Joong Young para voltar às boas com a mãe, no entanto, a mulher não estava nem um favorável, uma vez que o filho desistiu de se tornar o promotor que ela sempre quis, na esperança de poder mostrar a Hyun Joon que pôde criar seu filho muito bem sozinha. De toda a forma, consegui entrar nessa atmosfera e compreender um pouco seu ponto de vista.



Choi Hyun Joon foi o personagem mais ambíguo de todos. Nele, é possível perceber as nuances mais obscuras de um homem de bem. É um promotor de renome, político e um pai de família dito exemplar. Quase um Bolsonaro da vida. Devido ao bom matrimônio a que tinha prometido seu filho, acobertou o crime de Jeong Eun e obteve apoio político em sua campanha muito bem-sucedida. Todavia, com o decorrer dos episódios, percebemos que Hyun Joon não é de todo mal, apenas um ser humano influenciável como muitos outros e que, pouco a pouco, começa a perceber a gravidade de seus atos. Tirando Kim Woo Bin, eu diria que Yoo Oh Sung foi o que melhor desenvolveu seu personagem, que tinha várias facetas, ora boa, ora má e é necessário muita desenvoltura para perambular entre um e outro sem que se torne caricato ou risível.



E temos a boss do bagulho todo, Lee Eun Soo. Esta mulher atormentou o juízo de todos até não poder mais. Ofereceu dinheiro para todo mundo, atropelou o próprio filho, fingia que estava com dor, mentia com a ajuda do médico que estava em situação grave... tudo que você possa imaginar essa barbiezinha fez. Eun Soo é esposa de Hyun Joon e mandante da quadrilha, vive jogando na cara do marido que ele só está na atual posição porque ela o pôs lá. Miga, só quero te informar que esta posição que você o colocou foi cilada! A personagem me irritou? Muito! Mas eu gostei? Claro que sim. Nunca vi uma vilã tão fogueteira em dorama! Quero mais dessas.



Fora toda a galera já citada acima, temos o elenco de apoio. E que elenco de apoio, minha gente. Como casal açucarado mais lindo e maravilhoso de todos os tempos temos No Jik, irmão de No Eul, e Choi Ha Ru, filha do casal bandidão da quebrada e irmã de Ji Tae/Joong Young fãzona deste último. Tivemos também a amiga de No Eul, Go Na Ri, e a equipe de Joong Young que foram de extrema importância para o andamento da história. Eram várias conexões entre os personagens, mas que funcionavam e não ficavam com significados perdidos ou esquecidos durante da trama.



No geral, Uncontrollably Fond é um drama que impressiona pela beleza dos cenários, pelas boas sacadas no roteiro, personagens bem desenvolvidos — olhas esses vilões! —, um ritmo bem próprio de contar a história e pela fotografia mais que maravilhosa. Em certos momentos, há uma decaída no andamento, porém logo se recupera e retoma de onde estava. A melhor parte foi que o roteiro cumpre aquilo que já estava previsto desde o início, sem plot twist sem pé nem cabeça. O casal principal foi uma combinação ótima visualmente e, mesmo que não tivesse uma química estrondosa em tela, tínhamos algo mais bem pensado: o fato de não haver tanto clima entre eles se dá por eles terem passado mais tempo separados do juntos desde que se conheceram. Juntos mesmo ficaram os dois últimos episódios, isso quando Shin Joong Young não esquecia até quem ele era!

Mensagem Subliminar:

Não faça ao seu vizinho que o seu vem a caminho.

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