sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dorama: The Heirs



Sinopse: Uma menina pobre conhece um cara rico em uma viagem e, ao voltar para casa, descobre que sua mãe é empregada na casa da família dele.

A premissa de The Heirs é basicamente aquilo que a Coréia mais produz desde, sei lá, sempre: uma garota pobre que conhece o cara rico, eles se apaixonam, mas as circunstâncias - ele é rico, ela não - impedem que os dois fiquem juntos. Por incrível que pareça, é um enredo que, na maioria dos casos, funciona porque mexe com o imaginário das pessoas sobre ascender a sociedade de uma maneira mais prática e rápida. Soa insensível da forma que coloquei, porém é a realidade.


Cha Eun Sang é a dita cuja. É uma estudante do ensino médio, tem uma irmã mais velha pilantra, que pega a maior parte do dinheiro da família desde que foi embora para os Estados Unidos - ah, vá que ela foi pros Estados Unidos? - e uma mãe que é muda e trabalha de emprega doméstica em uma casa há anos por não conseguir outros empregos devido à sua deficiência. Eun Sang é a menina sonhadora, que deseja ser igual a irmã, que supostamente faz faculdade e tem uma vida boa no exterior, por isso, quando a oportunidade surge, não conta tempo e embarca no primeiro avião, rumo à casa da irmã. Obviamente chegando lá, se decepciona, descobre que era tudo mentira, é roubada, entretanto, conhece o divo que irá atrapalhar sua vida pelos próximos 20 longos capítulos. Ao retornar, descobre que o tal cara é o filho do patrão de sua mãe e, como parte dos planos do sogrão, acaba indo estudar na mesma escola caríssima que o crush e uma cambada de herdeiros de outras famílias. Tenho certeza de que não é segredo para ninguém meu amor pela Park Shin Hye, mesmo que digam que ela é sem sal, sonsa, flopada, etc... nada disso importa porque ela é a pegadora-mor dos bias! E, além do mais, Shin Hye esteve bem no papel, cujo qual tirei a prova de que fica muito melhor em personagens mais determinados e fortes do que em mocinhas que não sabem o que querem, não entendem as coisas, estão sempre alheias à tudo e todas essas características que vemos em vários dramas. 


Lee Min Ho é Kim Tan, o bias da vez. Kim Tan é filho bastardo, herdeiro mais novo e exilado da família. Foi enviado que nem pacote no correio para os Estados Unidos a mando de seu irmão mais velho, com medo de ter a presidência da empresa usurpada pelo bastardo. Nossa, nunca vimos isso antes, né? Imagina! Kim Tan conhece Eun Sang por acaso e a abriga quando descobre que ela não tem como se manter no país. Este foi mais um dos protagonistas que eu amei odiar/odiei amar, afinal, é mais um daqueles pirralhos manjados, que pensam que são os machos-alfa, donos do universo e "vamos, tesouro, não se misture com essa gentalha!". Aliás, tenho sérios problemas com este tipo de personagem, pois eles são bem escrotos, só que aí eles começam a ser fofos e você, trouxa que é, começa a se derreter. E não tinha nem como resistir, era o Min Ho...


Ah, e tinha sabe o que? Kim Woo Bin fazendo a nossa alegria como Choi Young Do. Vou confessar que nunca tinha visto ele em lugar nenhum, mas, depois desse dorama, nunca mais quero largar esse pãozinho açucarado. Vamos focar de novo, volto a babar ovo pra ele outra vez quando for fazer resenha do Uncontrollably Fond. Young Do também é herdeiro, só que de uma rede de hotéis, o pai é extremamente violento e frio, a mãe foi embora por não aguentar o pai e, por este motivo, ele desfez a amizade do facebook com Kim Tan a mãe de Young Do pediu para Tan chamar seu filho para um adeus, porém, Young Do, idiota que era, achou que era zoeira do bastardo e não foi e, ao conhecer Eun Sang, se apaixona por ela. Young Do é o babaca da escola que a gente não faz questão de conhecer, mas, infelizmente, às vezes, acontece. Ele inferniza a vida de todo mundo, bate nas pessoas e arma planinho para tocar fogo no circo. Entretanto, no fundo, tudo isso é apenas uma forma de lidar com a dor do abandono. Infantil ou não, foi a saída que encontrou. 


Yoo Rachel/Yoo Ae - esse era o nome que aparecia na legenda e que eu entendia eles falando - era uma das nossas vilãs (ou erro cênico, como costumo chamar). Noiva de Kim Tan e quase meia-irmã de Young Do, é a pessoa que mais odeia Eun Sang, ódio este que não é tão eficiente na hora de pôr os planos de destruição em prática. Parceira de crime de Young Do, ambos fazem de tudo para conseguir separar os protas e, claro, falham com maestria. E percebe-se que ela tem um amorzinho enrustido pelo herdeiro Kim mais velho (e quem não?). No fundo do meu coração, fiquei com um ódio tão enraizado da cara dessa guria, que não consigo imaginar a atriz fazendo outro papel que não seja de mimada que temos vontade de arrastar no asfalto.


E tinha também o elenco de apoio, que era tão grande que, se fosse para falar sobre todos, daria tempo de fazerem um The Heirs 2! Tinha o pai do Tan, que era um velho terrível, a mãe da Sang, que era a personagem mais engraçada, as duas mãe e o irmão mais velho de Tan, a professorinha gata que era peguete do irmão do Tan, a mãe da odiozinha, o pai do Young Do, que também era um serumaninho terrível, a mãe do menino depressivo, o pai do melhor amigo da Sang e todos os coleguinhas da escola. Tinha tanta gente socada nas câmeras que tenho certeza absoluta no meu coração que mais da metade do orçamento do drama inteiro foi só pra pagar essa galera toda.


O drama em si não foi ruim. Foi divertido no começo e foi decaindo, até chegar no final e a gente assistir por obrigação, só para saber o que acontece mesmo. A dica valiosa é: não espere nada deste dorama e assista caso você não tenha nenhum outro que seja mais interessante em mente. "Ah, Mayara, mas é pior que Heartstrings?" Vai por mim, nada pode ser pior que Heartstrings. Aliás, duas coisas que eram indiscutivelmente maravilhosas: os cenários e a trilha sonora e o Min Ho e o Woo Bin, óbvio. Dá para se divertir? Dá. Dá para partir o coraçãozinho e sofrer um pouco? Dá também. Mas não é aquelas coisas. É apenas ok.

Mensagem subliminar:

Não dê o restaurante pronto, dê as louças pra lavar. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário