domingo, 19 de janeiro de 2014

5 filmes que eu assisti atualmente e estou recomendando — II

Olha eu enrolando aqui de novo! Então, gente, hoje falta exatamente um mês para a data em que eu já posso dirigir, ser presa, etc. Por isso, pra comemorar, eu resolvi fazer uma daquelas listinhas inúteis, que pode ser - não sei - que faça alguma diferença na sua vida em um futuro não muito distante. Sim, eu tenho assistido mais coisas agora que eu não faço mais nada da vida - sinceramente, estou pensando em me aposentar já... Abstraiam, é brincadeira, ok? Vamos a lista com os nomes no original? Eu não sei vocês, mas eu continuo achando os nomes adaptados para o português horríveis o suficiente para dizer que não tenho nada pra dizer sobre eles!


The Great Gatsby (Baz Luhrmann - 2013)

Se tem alguém aqui que seja tão apaixonado quanto por coisas antigas, principalmente anos 20 ou 50, este é o seu filme. Vocês não imaginam o quão representante do brilho, do glamour, das tiaras com penas e brilhantes caríssimas e meninas não tão comportadas assim com seus cabelos curtos este filme é. Tudo nele é lindo, T-U-D-O! Fiquei tão in love com esse filme que comprei o livro... mas isso são outros quinhentos. Enfim, a história é totalmente narrada do ponto de vista de Nick Carraway, o novo vizinho de Jay Gatsby e é com a visão de Nick que enxergamos tudo que acontece na história, desde a história do pobre Gatz, que aos dezessete anos decide se tornar Jay Gatsby, até a linda história de um amor de verão que dura há mais de 5 anos. Uma fotografia linda e com uma trilha sonora mais atual, que tenta trazer um pouco o filme para a nova realidade das festas de gente rica, bonita e... brilhosa.


Romance (Guel Arraes - 2008)

Não sei se vocês já sabem disso, mas eu cresci com uma imagem ruim do cinema brasileiro. Sabe, sempre pensando em filmes cheios de drogas, tiros, tráfico e muito sexo, como se a vida do brasileiro fosse baseada só nisso. E, ultimamente, eu tenho me orgulhado muito com o que tenho visto. Ok, esse não é o filme mais atual do mundo, mas eu só consegui assistir ele esses dias quando passou na globo porque pra baixar eu não achava em lugar nenhum. Claro que teve um motivo forte para eu assistir o filme: Wagner Moura. Gente, para, esse homem é o ator brasileiro da minha vida! Ele é intenso, ele se entrega e a voz rouca é só um combo da obra completa, né? O filme fala da grande paixão da minha vida: teatro. Os dois personagens principais são atores - jura?! Só no filme que eles são atores? - e passam a ter um romance - ah, vá? - conforme os ensaios vão passando, claro que nem tudo são flores, e a vida dos pombinhos se complica quando Ana arranja um trabalho com atriz em uma novela. Vale a pena conferir, é maravilhoso. Além de sensível e muito bem trabalhado, o filme é uma espécie de spin-off do que acontece com os atores quando estão fora dos palcos ou longe das lentes das câmeras.


Minha Mãe é uma Peça (André Pellenz - 2013)

Se eu tivesse que dizer qual foi o melhor filme de comédia que eu assisti e recomendaria para todo mundo, com certeza, seria este. Vocês não compreendem o nível de risadas deste filme. É master, minha gente. As mães do mundo inteiro estão muito bem representadas por Paulo Gustavo, que em uma atuação curta - o filme tem 1h18min - mostra que todas as mães são iguais mesmo, desde a forma de advertir os filhos até a forma de gritar com eles. E os outros atores, principalmente Marina Xavier e Rodrigo Pandolfo, que fazem o papel dos dois filhos mais novos e que ainda moram com dona Hermínia, em uma ótima atuação mostram que os filhos também tem sempre o mesmo padrão de resposta, de atitude e reação. Ou seja, você é igual aos outros filhos do universo inteiro.Sem dúvida alguma, este é um filme pra se assistir acompanhado da própria mãe, óbvio. Destaque para as cenas em que dona Hermínia interroga o filho e o novo peguete dele e uma das cenas finais em que ela xinga, junto da empregada, a mulher piriguete do ex-marido.


 The Broken Circle Breakdown (Felix Van Groeningen - 2012/2013/2014)

Primeiro de tudo, deixa eu explicar por que tem três anos ali em cima: 2012 foi o ano de produção do filme; 2013 foi o ano de distribuição e lançamento dele no exterior, principalmente em festivais de cinema, como o Berlim, o qual ele foi campeão de melhor ficção eleito pelo público, e também foi o ano em que eu consegui assisti-lo; 2014 é o ano em que ele foi lançado aqui no Brasil - a estreia aconteceu sexta-feira, 17/01. É um filme suave e sensível em algumas cenas e meio agressivo em outras. O começo é só alegria, só sorrisos e tudo o mais. No entanto, depois que a filha do casal nasce e, alguns anos depois, eles descobrem que a menina está doente e é aí que começam os desentendimentos e o clima começa a ficar pesado. Tem uma trama bem desenvolvida, envolvente e dramática. O título brasileiro é Alabama Monroe - o porquê do nome ser esse só dá pra entender mais pro final do filme, o que eu achei uma idiotice adaptá-lo assim - e está no cinema fresquinho.


Carrie (Kimberly Peirce - 2013)

Apesar das muitas críticas negativas e medianas ao filme, eu gostei, ponto final. Carrie é um daqueles filmes que fazem um milhão de remakes, novas versões com outros nomes e relançamentos do livro original e, no fim, sempre é a mesma coisa. Algo que eu consegui notar nas muitas críticas que li é que a grande maioria comparou com a primeira versão do grande Brian de Palma. Por favor, minha gente, Kimberly é Kimberly, Brian é Brian. Não há comparação, cada um tem a sua forma de contar a história e é isso. A única coisa que eu quero deixar bem claro que eu ficou muito explicito para mim foi a dificuldade que eu vi em Chloë Moretz, um dos grandes nomes juvenis cinematográficos, isso eu não tenho nem como contestar, em interpretar uma jovem comum. No começo filme, quando ela é apenas uma menina normal, meio esquisita, mas normal, ela parece meio travada, não se entrega muito para o personagem, deixando a visão que temos da personalidade de Carrie meio limitada, como se dissesse "Carrie é isso e pronto, engulam!". Parece que o negócio dela é mesmo ser anormal, fazer coisas voarem, chutar bandidos na calada da noite de peruca roxa, se passar por uma menina de 12 anos e se alimentar de sangue humano. Ser humana normal não é a praia dela mesmo. Fora isso, o filme é ótimo e os efeitos especiais dão um banho na versão de 76. Sem falar na ótima interpretação de Juliane Moore, como sempre, competentíssima.

Vocês já notaram que o último filme da lista sempre fica com um paragrafo enorme? Não é proposital, mas eu tenho que parar com isso. Chega, gente, estou me retirando do recinto. Beijos.

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