quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Filme: Helter Skelter


Sinopse: Lilico é uma modelo viciada em flashes, holofotes e cirurgias plásticas.

Para começo de conversa, esse é um filme +18, porém, como é um filme japonês, eu pensei “não pode ser tão hardcore assim, né?”. Claro que eu estava errada. Por isso, se você tem menos que 16, 17 anos, não assista, ok? Mas, saindo deste momento moralista, resolvi assistir porque eu não tinha nada melhor para fazer e pensei que nada poderia ser pior do que torrar de calor e morrer entediada, certo? E, desta vez, eu não estava errada.


Lilico é modelo. Só ser modelo, para algumas pessoas, já é sinal de futilidade. Só que Lilico ultrapassa os níveis masters de futilidade! Ela era uma garota do interior, feia, que foi descoberta por uma agente de modelos e decidiu que, com “pequenos reparos”, estaria pronta para o estrelato. No entanto, para se manter sempre jovem e bonita, Lilico vive a base de remédios, receitados pela própria clínica, para que aja, periodicamente, a “manutenção das plásticas”. Lilico era o Michael Jackson japonês, assim dizendo.


A ajudante dela, Hada, foi a que mais sofreu com essa malandrinha da Lilico, pois, mesmo com todas as maldades de Lilico fez com ela – inclusive dar uns pegas em seu namorado, Shin –, Hada continuava amando-a. Hada é como o cão de guarda de Lilico, tudo que ela manda, Hada faz, não importa o que seja. Até ácido no rosto de outra modelo ela jogou!


Kozue era a rival que surgiu na metade da história para dar o empurrãozinho que faltava para Lilico começar a despencar no abismo. De uma hora para outra, Kozue passou a ser a cara das capas de revistas, propagandas, filmes, jornais e da adolescência, cargo que já havia sido de Lilico durante muito tempo. E o que faz com que Lilico fique com mais ódio de Kozue é porque a nova modelo é totalmente natural, sem nenhuma plástica e quase sem maquiagem. Kozue é bonita de natureza, pronto, acabou.


Lilico é o tipo de pessoa linda, que encanta a todos, mas que, por dentro, é vazia, desprovida de valores e isso faz com que ela faça qualquer coisa para conseguir o que quer. E, com o surgimento de manchas em sua pele, novas cirurgias e a chegada de Kozue, é que começa a queda de Lilico. Aos poucos, ela começa a enlouquecer, ter alucinações, surtos depressivos e passa a manipular Hada e Shin, no intuito de se sentir “amada” de novo.


Gostei do filme, só que a grande falha dele é ser muito extenso, coisa que não precisa, já que a história é seca, direta e meio rápida. O fato de ter dado uma amostra rápida de como era Lilico quando estava em ascensão fazia com que sobrasse muito mais tempo para se elaborar situações que a fizessem decair, o que ficou muito enrolado. Duas horas de filme foi demais, afinal, pelo menos meia hora foi só encheção de linguiça, que podia muito bem ter ficado de fora. E, considerando que o light novel tinha uma história mais abrangente e detalhada, estas duas horas poderiam ter aproveitado as histórias do elenco de apoio também, como no LN.


Claro que a atriz principal, Erika Sawariji, mostrou que, mesmo cinco anos de hiatos, não foram suficientes para lhe deixar caquética cenicamente. Mostrou toda sua desenvoltura, jogo de cintura e que, sim, as japonesas podem ser sensuais até mesmo quando quando a gente não espera. Sem falar que, apesar de o roteiro se perder quase que sempre, Sawajiri manteve seu ritmo de atuação, o que deu uma melhorada na situação. E a trilha sonora foi genial. Música clássica sempre dá um tom mais assombroso que o normal, né? Outra coisa que quero deixar bem claro: Mika Ninagawa deveria tentar dirigir mais filmes porque a fotografia ficou sensacional. Ela conseguiu dar todas aquelas cores que estão inclusas em seus trabalhos como fotógrafa, o que deu aquele charme. Aliás, ela deu exatamente aquele tom de luxúria e narcisismo que o filme precisava com aqueles tons fortes e quentes, como o vermelho e o laranja, que estavam presentes em todos os lados. 

Mensagem Subliminar:

Se você é feio, não tente ficar bonito, afinal, a beleza enlouquece e o sol não nasce para todos!


3 comentários:

  1. Oi May, ah não sei, não me interessei, não parece realmente ser o tipo de filme pra mim assistir, pra ser sincera já não sou do tipo que gosta de filme e doramas japoneses, imagine um filme desses de duas horas, porém quem sabe né, mas gostei mesmo foi por essa frase no final, o sol não nasce para todos, mas a gente ainda tenta faze-lô nascer por meio dos nossos métodos.

    Dream High~

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    1. Sabe, ceLLi, também não é meu tipo de filme, mas quando não se tem nada melhor para fazer é até bom assistir alguma diferente. E, sinceramente, eu também não gosto nem um pouco de drama japonês porque é uma coisa muito fantasiosa, sabe? Até parece mesmo que você vai namorar um cara e jamais vai beijá-lo, né? Por favor u.u Mas esse filme, nessa questão, ele é mais realista, entende? Tem beijo, sim, tem as partes impróprias também, enfim... uma coisa de louco.

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  2. Olá!! Gostaria de fazer parceria com o meu blog?
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    Espero sua resposta.
    kisuss

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