sábado, 16 de março de 2013

Animê: Petshop of Horrors


Sinopse: Pessoas são assassinadas pelos seus bichinhos de estimação, todos comprados no mesmo pet shop.

Não sei se alguém lembra, mas uma vez eu disse que queria ampliar os assuntos aqui do blog, então é isso que eu estou fazendo agora ao postar minha primeira resenha de animê. Muita gente fica meio na dúvida quando se fala em críticas aos animês porque é tudo em animação, ou seja, parece que não tem muita coisa pra se falar sobre. Mas e se não tivesse, eu inventava.


Count D, ou Conde D, é o dono da loja pra lá de suspeita. Primeiro de tudo: se ele não falar, você acha que é mulher porque ele tem cara de novinha-rata-de-manicure. As coisas que se sabe sobre ele são que adora doces, é dono da loja de animais e, pelo jeito, adora fazer a unha. Só isso. Nada mais. Achei isso indignante, pois fazem um animê e nem para explicar a história do personagem principal! Foi demais para a minha cabeça.


Leon é o nosso investigador policial. Ele teve tanto sucesso em suas investigações quanto Rubinho Barrichelo em chegar na primeira colocação. Detalhe: ele vive na loja de animais, Count D conta várias coisas para ele e mesmo assim, no fim do animê, não consegue pôr a culpa em ninguém. Sendo assim, acho que a presença dele é só pra encher linguiça ou para dizer que os Estados Unidos tem detetives  muito presentes..


Todos os episódios começavam com a letra D, não me pergunte o porquê dessa palhaçada que nem sei ainda. O primeiro se chamada Daughter - filha - e conta a história de um pai e uma mãe que acabaram de perder sua filha, Alice, para as drogas. A meninas tinha quinze anos e carinha de anjo, no entanto, tinha ido parar muitas vezes na delegacia devido ao porte de drogas e furtos. Ainda muito abalados, os pais vão até a loja de Count D e compram uma coelha, a qual eles põe o mesmo nome da falecida. Em todas as compras, Count D faz os clientes assinarem um contrato com três termos, que seriam as condições para uma vida longa e feliz ao lado de seu animalzinho. Os termos eram não deixar que ninguém visse a coelha, alimentá-la somente com legumes, verduras e água, jamais com doces, e nunca deixar que o incenso que a acompanhava queimar completamente. E, no fim disso, o que os pais fizeram? Alimentaram a coelha com biscoitos. E o que aconteceu com eles? O pai morreu e a mãe ficou sozinha.


Acho que a segunda história, Delicious - delicioso(a) -, é a mais brisada e, ao mesmo tempo, a mais tensa de todas. Iason Grey tinha acabado de se casar quando sua mulher se suicidou na sua frente. Ele procura consolo com Count D ao saber que Eva, sua ex-mulher, havia encomendado um animal. A brisa começa a partir daqui: quando pergunta ao senhor D o que sua mulher havia encomendado, o cara diz que foi uma sereia. Aí você pensa que não, que é zoeira, que não tem esse negócio de sereia. Então eu te digo que sim, ela tinha comprado uma SEREIA, mano! Como se já não bastasse, Count D convence Iason que a sereia, na verdade, é Eva, que havia se transformado em humana apenas para se divertir com algum homem por aí. Os termos deste "bichinho" eram não deixá-la faminta, não mostrá-la a ninguém e trocar a água doce do aquário por água do mar. Depois de uns dias, convencido de que a sereia é mesma Eva, Iason esquece de alimentá-la e é devorado pela mesma. Olha que romântico.


O terceiro episódio é sobre um cara e seus lagartos, Despair - desespero. Ele era ator, apaixonado por répteis, no entanto, não conseguia um papel de destaque há anos e sua namorada havia o deixado por causa de seus animais de estimação. Ao ir à loja do Count D pela trilhonésima vez - sim, esse já era cliente dele antes e estava vivo ainda! -, o mesmo lhe mostrou uma espécie rara de lagarto, chamada Medusa, a qual não podia olhar em seus olhos sem ser petrificado. Quando a coisa fica feia para o lado dele e não consegue o papel que seu agente havia inscrito-o no teste, Robin resolve que vai descumprir seu contrato e olhar nos olhos de seu amado "bichinho de estimação". Ele morre e, por amor a ele, Medusa, olha seu próprio reflexo no espelho e também morre petrificada.


O quarto e último episódio é sobre o mito do Kirin, Dual - dualidade. Um candidato a governador e seu secretário vão até a loja de animais em busca do ser mitológico Kirin, que, reza a lenda, que não pode ser dominado por ninguém, apenas pelo seu escolhido que tem de ser merecedor, concedendo-o um desejo. Depois de muito insistirem, Count D vende o Kirin a eles, porém sem dizer que o "animal" irá escolher um ser merecedor de seu poder. Durante o trajeto de volta para casa, Roger e Kelly tentam salvar crianças de um ônibus desgovernado e acabam sofrendo um acidente, no qual Roger morre. O que ninguém espera é que o Kirin havia causado o acidente, pois somente o seu mestre-merecedor poderia sobreviver. E então concedeu o desejo de Kelly, que seria fazer sua "amiga", mulher de Roger sorrir de verdade. Sendo assim, sua alma entra no corpo de Roger e passa a "viver sua vida" como se Kelly quem tivesse morrido.


Visualmente, o animê é muito bonito, diria até meio avançado para a época em que foi lançado. A ideia principal também era ótima, porém ficou perdida e mal aproveitada devido ao fato de ter somente quatro episódios. Além disso, achei que muitas pontas soltas foram surgindo ao longo dos episódios e continuaram soltas. Tipo, quem era o Count D de verdade? Onde ele arranjava aqueles animais? Por que as pessoas viam suas pessoas amadas no lugar dos animais?  Essas e outras são perguntas que ficaram no ar sem resposta alguma e acho que seria interessante se existissem, né? A indústria asiática se preocupa muito com o número de episódios e esquece da qualidade do negócio. Por mim, poderia ter dez, vinte, trinta, quarenta, cem episódios com tanto que as perguntas fossem respondidas.

Mensagem Subliminar:


Asiáticos gostam de animais exóticos.




Um comentário:

  1. yoo !! deixei um selo pra vc ! :D

    http://itazuradramas.blogspot.com.br/2013/03/seliinhooo.html

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