quinta-feira, 10 de maio de 2012

Filme: The Case of Itaewon Homicide


Sinopse: Dois garotos americanos são acusados pelo assassinato de um estudante coreano em uma lanchonete.

Ok, primeiro de tudo quero deixar bem claro que o filme é bom, só que é triste saber que, para esse filme sair, um jovem de 23 anos com a vida inteira pela frente teve que morrer. Não indico para pessoas com o estômago muito frágil, já que tem algumas cenas com bastante sangue. Indicado apenas para pessoas que gostam de um bom suspense baseado em fatos trágicos e verídicos.

 
Primeiro absurdo cabuloso que eu quero apontar nesse filme: coreanos se passando por americanos! Gente, como assim? Eu sei que para o negócio ser mais real, precisavam de coreanos para serem os americanos descentes de coreanos, só que podiam ter ensaiado um pouquinho mais a pronúncia, né? Portanto, vamos deixar de lado esses detalhes e vamos ao que interessa de verdade. O primeiro acusado de assassinar Joong Pil – e o inglês também! – é Robert Pearson ou só Pearson mesmo. Claro que tem que haver um motivo de força maior para que assistisse este filme e o nome desse motivo é Jang Geun Suk. Já tá todo mundo cansado desse meu favoritismo descarado, só que é a vida, né, amores? Bom, voltando, Pearson é um cara de 18 anos, filho de um mexicano com uma coreana, que está visitando a Coréia. Era o dono da arma do crime, então já dá pra saber o porquê de ser o principal suspeito, né?

 
Alex Turner do I wanna know? Jung, vulgo AJ, é amigo de Pearson há três meses. Estava junto com Pearson na hora do assassinato e o acusado de tê-lo cometido. No começo, você pensa “O gordinho não tem culpa no cartório, não!”, porém, depois de um tempo, aparentemente ele é o tal assassino. O pai dele tem umas pira muito loucas, o cara é totalmente fora da house e quer a todo custo provar que o filho é inocente, só que a cada depoimento fica mais difícil de provar a inocência do tal. Ainda mais quando o menino resolve dizer na presença do pai que “deveria ter mostrado a eles”. Supeito, não?


E tem também o promotor Park, que começa o filme acusando o Pearson e depois quer a qualquer custo acusar AJ, já que todas as provas apontam para ele. O promotor é o que mais sofre - e provável que na vida real também -, porque ele não pode escolher nenhum dos lados, apenas o lado inocente e é realmente difícil saber quem fala a verdade e quem mente. O cara chegou a mijar nas calças de tanta paranoia! Se eu fosse ele, já tinha metido todo mundo na cadeia porque, olha, o negócio rendeu nesse filme, hein?


Tá, mas nada disso interessa. O que interessa de verdade é: quem matou Joong Pil? E a cada segundo que passa do filme fica mais difícil saber quem foi, já que ambos se mostram ser altamente suspeitos. Tive que me controlar para não roer as unhas e arrancar os dedos fora, pois a disputa foi acirrada. AJ acusava Pearson e vice-versa. Tinha a mãe do Joong Pil que, de vez em quando, aparecia gritando, chorando, etc. e tinha aquele pai do AJ que já estava me dando nos nervos também. Imaginem a minha situação assistindo o julgamento. A primeira coisa que se deve notar durante os depoimentos é o fato de Pearson alegar não saber falar coreano. Tipo assim, ele tem a mãe coreana e não sabe falar coreano? É quase como ser freira e não saber fazer hóstia!

 
Todavia esse não é o ponto crucial que determina quem matou ou não. O fato comprovante mesmo vem depois – mesmo que muito confuso – quando Pearson, depois de cumprir sua pena de um ano e meio na prisão por porte de arma letal, aparece lá no escritório do promotor para agradecê-lo e falando coreano! E sabe o que achei mais tenso? É que ele diz que aprendeu na cadeia... cadê as pedras pra mim jogar no teto de vidro dele, hein?! Abstraiam esse meu momento revolta total. Voltando, aí depois disso tudo, o promotor vai na tal lanchonete e pergunta pra garçonete porque o banheiro tá desativado e ela responde que aconteceu algo ruim. Park fica olhando pra um quadro que tem no canto, aí a galera da câmera dá um close até a imagem entrar no banheiro, vai dando uma aumentada na luz até todo mundo ver que o corpo de Joong Pil tá lá e o banheiro tá todo sujo de sangue! Eu não entendi nada, cara! Porque quando eles vão investigar, o banheiro tá limpo! LIMPO, MANO! Tá, chega de pirar.

 
Quero elogiar o cara que escreveu o roteiro do filme – menos o final, porque eu não entendi nada, só que o Pearson que matou o Joong Pil – por ter feito um filme que me deixou na curiosidade até o final, mesmo eu já tendo caçado uns spoilers por aí e descoberto que o assassino era o Suk lindo. Beijo pro cara que resolveu pôr o Suk nesse papel, afinal, ele ficou tão merendinha das crianças com aquelas feições malvadas – mas só se você souber ignorar aquele cabelinho rastafári horroroso que fizeram nele! Um abraço bem apertado no gordinho que quase me convenceu que era do mal. E meus pêsames a verdadeira família do Joong Pil – que, na verdade, nem é o nome dele de verdade, é só um nome fictício.

 
Mensagem Subliminar:

Armas letais na mão de adolescente pagando de maníaco do parque é que nem homem bomba no meio da multidão, nenhuma testemunha pra contar a história! 

PS: Quero pedir desculpas pelas captures, porém eu tenho um álibi. Primeiro: O filme que eu baixei estava em uma qualidade horrível; segundo: eu estava morrendo de preguiça de ter que abrir o filme e assistir ele enquanto tirava as captures legais ;-; Juro que da próxima vez, eu não vou deixar a preguiça me vencer, sério, mesmo.

PS²: Essa resenha estava pronta há mó tempão e por isso eu não modifiquei nada nela, mas eu esqueci de colocar o maior absurdo não só do filme, porém da vida real também, após um tempo na cadeia, AJ que havia sido acusado e preso pelo homícidio recebeu o perdão judicial, ou seja, todo mundo foi para a cadeia por um pequeno espaço de tempo e saiu ileso da história toda, o que significa que ninguém pagou pelo crime...

PS³ (02/02/2017): Aproveitando o fato de estou revisando todas as resenhas, vou atualizar a segunda observação: com o lançamento do filme, os pais da vítima conseguiram autorização para a reabertura do caso, sendo assim, com os avanços nos recursos de investigação, chegaram a conclusão que Pearson era o verdadeiro assassino e o condenaram a 20 anos de prisão, pena máxima que um menor de idade pode receber na Coréia, pois na época em que cometeu o crime tinha 17 anos.

2 comentários:

  1. Ah que lindo tenho que ver o Jang Geun Suk!!
    Adorei o post!
    "Beijo pro cara que resolver pôr o Suk nesse papel, porque ele ficou tão merendinha das crianças com aquelas feições malvadas – mas só se você souber ignorar aquele cabelinho rastafári horroroso que fizeram nele! Um abraço bem apertado no gordinho que quase me convenceu que ele era do mal." kkkkkkkkkk o melhor! Sensacional. rsrsrs

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  2. Temm um meme pra vc ^^
    http://itazuradramas.blogspot.com.br/2012/06/memes-das-11-coisas.html

    Bjaaao!!

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